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PROJETO ESPIRITUALIDADE COM ARTE: DO INDIVIDUAL AO COLETIVO E DO COLETIVO À COMUNIDADE

Em parceria com o Recanto de Assis: Centro de Eventos e Espiritualidade, apresentamos o “Projeto Espiritualidade com Arte: do individual ao coletivo e do coletivo à comunidade”, que tem como objetivo principal oferecer a agentes de pastoral e lideranças religiosas oportunidade para refletirem sobre sua atuação e sobre os benefícios pessoais e coletivos a serem alcançados com a inserção da questão da Arte com Espiritualidade nos trabalhos.

Equipe:
– Heliana Barbosa Gruppi Coelho Henriques (HelianaHenriques)
Artista Plástica; Ceramista; Graduação em Educação Artística; Pós graduação em Educação Ambiental, Arte Contemporânea.

– Luís Alberto Lelis Gondim (Lua Gondi)
Ator; Brincante; Contador de Histórias; Oficineiro de Arte; Graduação em Agronomia; Formação em Arte Dramática.

– Luiz Carlos Itaborahy (Luiz Itaborahy)
Psicólogo; Educador; Graduação em Filosofia, Psicologia; Pós graduação em Estudos Ambientais, Psicologia Escolar; Mestrado em Ciências da Religião; Autor de peças teatrais.

– Maria Aparecida Chaves e Oliveira (Cida Chaves)
Fonoaudióloga; Musicista; Arte Educadora; Terapeuta; Graduação em Educação Artística, Direito, Fonoaudiologia; Pós graduação em Arte Educação (música e musicoterapia), Neurociência, Docência do Ensino Superior; Psicopedagogia Clínica e Institucional, Audiologia.

Certas canções que ouço,

Cabem tão dentro de mim,

Que perguntar carece

“Como não fui eu que fiz?!”

      Tunai / Milton Nascimento

Este projeto surge como possibilidade de responder a demandas de agentes de pastoral, religiosos, religiosas, aspirantes à vida religiosa, padres e catequistas que desejam aproveitar melhor seus talentos e potencialidades, considerando a arte como elemento motivador e transformador, na busca do aprofundamento espiritual e do aprimoramento da prática pastoral. Trata-se também de materializar nossa análise sobre a condiçãodo agente de pastoral e de cada grupo em particular,no processo de elaboração e desenvolvimento dos projetos. A criação eleva a autoestima e estimula a compartilhar os resultados, contribuindo para fortalecer vínculos de confiança mútua. Na caminhada dos grupos é comum ocorrer desgastes nos relacionamentos, desânimo, intolerância à diversidade, autoritarismos e passividade que podem levar à ansiedade, evasão e crises de fé. Tendemos a acreditar que somente as experiências positivas nos trazem benefícios. No entanto, as mágoas, as frustrações e o luto nos levam a conhecer modos diferentes de nos conectarmos com a vida e com o transcendente, buscando referências que nos dão novos sentidos para a vida. “A espiritualidade de baixo significa que nós buscamos a Deus exatamente em nossas paixões, em nossas enfermidades, em nossas feridas, em nossas voltas e rodeios, em nossa impotência”.(Grün&Duner, 2004: 63). Conhecer com mais profundidade a si mesmo, analisar os processos positivos e negativos com parcimônia, espontaneidade e segurança é resultado de reflexão individual e coletiva permanente. Este movimento de busca de respostas no individual e no coletivo acontece conforme as bases que fundamentam as pastorais e movimentos religiosos, uns mais e outros menos conservadores, uns mais voltados para a prática, enquanto outros se estruturam na espiritualidade, em detrimento de uma prática social engajada nas questões do cotidiano. Os grupos religiosos e pastorais se diferenciam na medida em que priorizam uma determinada dimensão como acomunitária, a catequética, a sociotransformadora, a litúrgica,a missionária ou a ecumênica.  Seja qual for o engajamento dos grupos, a arte, em suas diversasmanifestações, pode e deve ser uma aliada no caminho de crescimento espiritual, tanto no âmbito pessoal quantono de grupos, impulsionando para a busca de soluções de problemas internos e para a realização dos trabalhos coletivos, envolvendo a comunidade e a sociedade.

A arte nos dá a possibilidade de comunicar a concepção que temos das coisas através de procedimentos que não podem ser expressos de outra forma. Na verdade, uma imagem vale por mil palavras não apenas por seu valor descritivo, mas também por sua significação simbólica.(Janson&Janson, 2003: 7)

Por isso, consideramos pertinente e necessáriaa presente proposta. Não é nossa intenção trazer receituários, nem estabelecer regras e normas, mas apresentar possibilidades dinâmicas a serem desenvolvidas, conforme o papel desempenhado por cada indivíduo e pelas as características e objetivos de cadagrupo. “São chegados os tempos da corresponsabilidade, das equipes, dos projetos comuns sob as mais variadas lideranças. Todos aprendizes da arte de liderar. Quanto maiores as mudanças a se efetivarem, mais cresce a dimensão grupal e coletiva, a comunhão de comunidades e grupos.” (Almeida, 1999:178). A arte com espiritualidade, e vice-versa, pode proporcionar experiências enriquecedoras, libertadoras e significativas, o que significa, em primeira instância, buscar novos referenciais para a condução dos projetos e de se apropriar de novos modelos de diálogo com o mundo e com o sagrado. Isso implica em se posicionar abertamente para a escuta e a crítica ao novo, para reconhecer a importância da presença solidária diante das diferenças, para exercer aacolhida permanente e para viver a unidade, mesmo na diversidade e nas adversidades.

  1. Público alvo

 Religiosos, religiosas, padres, catequistas, seminaristas, postulantes à vida religiosa, líderes comunitários e de grupos de jovens e de instituições religiosas interessadas em conhecer e desenvolver dons artísticos para utilizá-los em projetos pastorais,pessoas interessadas na busca do autoconhecimento, através da espiritualidade com arte.

  1. Apresentação

2.1. A dimensão artística é universal

O ser humano expressa seus sentimentos e emoções de diversas formas. Uma delas é através da criação artística como pintura, escultura, teatro, dança, arquitetura e outros. A arte também reflete os sentimentos do artista ou do grupo acerca de questões sociais, históricas, políticas, religiosas, entre outras.

Veja-se o exemplo do samba brasileiro e do blues ou do rock’nroll americano unindo negros e brancos. Quando as religiões entram em guerra santa de auto-aniquilamento, ou quando as ditaduras oprimem de maneira impiedosa a liberdade humana, também é a arte que, na surdina, prepara a consciência do porvir e a consciência da emancipação. Veja-se a lírica revolucionária que acompanha todas as utopias e os movimentos populares de libertação.” (Cunha, 1992: 239)

Tudo o que compõe a realidade pode ser manifestado através da produção artística. A arte pode ser considerada universal e inerente ao ser humano, pois ultrapassa os limites da concretude das coisas, passa pelo caminho da representação do real ou do imaginário, despertando a consciência sobre as coisas e os valores dados a elas. Por isso, a arte não é fechada, pelo contrário, é aberta e rica na forma de apresentação e representação, conforme a criatividade, a motivação, a inspiração e as emoções envolvidas durante a produção.

2.2. Inspiração que mobiliza e impacta

A arte está intimamente ligada à estética, na busca de materializar a inspiração através da concretude ou da abstração sobre a ideia de beleza. Envolve juízo de valores, o que resulta em determinada apresentação a ser reconhecida pelos órgãos dos sentidos ou expressada pelo corpo através de gestos, dança, dramatizações, músicas, rituais, narrativas e outros. “Ao escutarmos uma música e guardamos um certo silêncio em nós, o silêncio e o som não se excluem. Pelo contrário, vivem suas núpcias.” (Leloup, 1997:53).A arte causa sempre um impacto ou efeito no espectador e possui um significado único para cada pessoa que a produz e para os que entram em contato com ela. A arte nos remete a vivências anteriores e expectativas.

2.3. Lúdica e terapêutica

A arte torna-se lúdica e/ou terapêutica na medida em que diminui sintomas de diversas doenças físicas e mentais, promovendo bem-estar e tranquilidade. Em conjunto com a psicologia, a arteterapia contribui para que o sujeito consiga superar os empecilhos na busca de autoconhecimento e na vivência dos seus sentimentos, podendo avaliá-los e expressá-los de forma artística e criativa. Por isso, é utilizada em tratamentos de transtornos mentais, distúrbios emocionais ou como fonte de equilíbrio mental e físico frente aos desafios estressantes do cotidiano. É também ferramenta de apoio no acompanhamento a crianças, adolescentes e idosos que apresentam os mais diversos tipos de sintomas emocionais, neurológicos e físicos.

2.4. Espiritualidade com arte

O sujeito de fé expressa sua espiritualidade também por meio da arte no processo de interação com o transcendente. Aproxima-se do sagrado através da arte, traduzindo ou representando a fé por meio de símbolos, ritos e rituais repletos de elementos artísticos e se permite a uma entrega genuína, individual e coletiva.  A arte está presente na composição religiosa através da escultura, pintura, vestimentas, arquitetura, objetos de culto e de celebrações, músicas, danças, encenações e tantas outras manifestações. A criação artística não se restringe a artistas famosos e renomados. Em nosso cotidiano também criamos e realizamos tarefas com arte.

A grande arte (…) não está reservada para os que vivem sobre um palco ou em museus, mas é a introdução da beleza em nossa existência. Na sociedade tradicional a beleza não está fechada em museus, a beleza é aquela do seu prato, da jarra de água, da qual você se serve e esta beleza é como uma marca, como uma lembrança de beleza criadora. (Leloup, 1997: 109).

Manifestamos a arte através do nosso corpo. É ele que produz e trabalha por nossas ideias, desejos, sentimentos e crenças. As festas populares religiosas, como a Folia de Reis, são exemplos de como o sagrado se manifesta no colorido das roupas, no batuque dos tambores, nas letras das músicas e nas coreografias, no canto repetido. O corpo se traveste de elementos representativos do sagrado. Tolleconcebe o corpo como elemento distorcido da realidade mais profunda, invisível, mas que nos mostra nossa verdadeira essência, muito além da existência dele, começo da jornada interior:

O corpo que podemos ver e tocar não consegue nos conduzir para dentro do Ser.Mas. Esse corpo visível e palpável é só uma casca, ou melhor, uma percepção limitada e distorcida de uma realidade mais profunda. Em que nosso estado natural de conexão com o Ser, essa realidade mais profunda pode ser sentida, a cada momento, como o corpo interior invisível, que é a presença viva dentro de nós. Portanto ‘habitar o corpo’ é sentir o corpo bem lá no fundo, de modo a sentir a vida dentro dele, e, assim, realizar que somos algo mais além da forma existente. (Tolle, 2002:111)

O corpo é utilizado na espiritualidade e nas manifestações culturais para representar nossa fé e nossa história. Há sempre uma preocupação estética, com o objetivo de contribuir para elevar o pensamento ao sagrado e despertar nas pessoas a sensação de intimidade com o objeto da fé, resultando na tradução do mundo espiritual no mundo físico.

  1. Justificativa

A prática religiosa católica acontece através das diversas pastorais como catequese, grupos de leigos consagrados, escolas, organizações filantrópicas, entreoutras. Em cada pastoral existe um potencial imenso a ser explorado, através da criatividade, dos dons artísticos e da disponibilidade para receber e compartilhar novas ideias e novos valores pessoais e espirituais. O papel principal da religião deveria ser o de libertaro sujeito dos entraves que impendem a busca da felicidade e de favorecer a tomada de consciência de si e do outro como fatores de transformação de tudo o que impede a vivência plena da realidade e da espiritualidade. “Caminho para uma construção coletiva, capaz de unir e dinamizar os grupos, as comunidades e as famílias.” (Passos, 2013: 274).  À medida que esta função se torna efetiva, surge uma inquietudeespiritual que se renova, gerandoo desejo de partilha, de acolhimento e de solidariedade que reforça os laços afetivos e o comprometimento com o bem comum.

A solidariedade é uma poderosa vacina contra a solidão e entende-se por solidariedade, não a capacidade de estar com o outro nos maus momentos, mas o estar com ele no quotidiano, sobretudo nos momentos de alegria e sucesso. Ser solidário é ser capaz de conviver com a dor, com o sucesso e a alegria do outro, fazendo deles sua dor, sua alegria e seu sucesso. (Miranda, 200: 146)

Assimilar o nosso potencial solidário, seja individual oucoletivo, e transformá-lo em práticas positivas no cotidiano é desafiador e necessário para fortalecimento do grupo e para continuidade dos projetos, dadas as premissas de descoberta de valores e do aumento da autoestima que levam ao autoconhecimento eao compromisso com o trabalho em equipe.O fator terapêutico promovido pelas atividades artísticas fortalece também o sentido de pertencimento coletivoe motiva para a liberdade da criação e para a espontaneidade. Grupos que utilizam a arte como parte dos projetos tendem a ser mais confiantes, criativos e alegres, pois as pessoas se reconhecem e ao próximo com mais autenticidade e crença no outro. Significa abrir-se para novas experiências de fé, promovendo a empatia entre as pessoas, e promovendo a capacidade de amar ao próximo e a Deus. Buscar novas dimensões pessoais, resgatando valores internos, por vezes reprimidos ou relegados a segundo plano em função das tarefas e compromissos diários ou de frustrações, traumas e perdas afetivas, traz benefícios à saúde física, mental e espiritual.Küng fala da busca do sentido para viver, que ultrapassa nossa realidade material:

Só encontramos um sentido que a tudo supera e abarca na vida se em meio a todo o trabalho, em meio a todas as experiências, com boas razões, colocarmos confiança nessa realidade oculta: uma confiança absolutamente racional naquele fundamento primeiro e último de todo sentido, capaz de nos sustentar, de nos impregnar, de nos conduzir e que chamamos pelo tão abusado e vilipendiado nome de Deus. (Küng, InLukas, 2002: 21)

A expressão artística, quando feita do individual para o coletivo e do coletivo para a comunidade promove uma entrega genuína, nascida de profunda intimidade com o próximo e com Deus.

  1. Objetivos

Refletir sobre relação entre arte e espiritualidade e os benefícios desta união nas atividades pastorais em suas mais diversas áreas de atuação;
Possibilitar oportunidade para desenvolvimento de habilidades e potencialidades pessoais e espirituais através da arte;

Valorizar as atividades artísticas no processo de reconhecimento da autoestima pessoal e coletiva;

Reconhecer-se como sujeito capaz de contribuir para o bem do grupo de convivência através de uma espiritualidade impregnada de arte e criatividade;

Promover a autoestima e os benefícios resultantes de projetos envolvendo arte e espiritualidade.

5.PROPOSTAS DE ENCONTROS E OFICINAS – PRIMEIRO CICLO:

5.1. Data: 23 de junho de 2018

5.2. Tema:
Autoestima e espiritualidade: Reconhecendo-sesujeito capaz de se comunicar com o sagrado através de expressões artísticas e de vivências criativas e originais;

5.3. Público alvo: Religiosos, religiosas, padres, lideranças comunitárias, catequistas, agentes de pastorais, seminaristas e aspirantes à vida religiosa.

5.4. Objetivos específicos:

. Refletir sobre as riquezas pessoais, potencialidades e sobre como canalizá-las para o bem pessoal e coletivo através das diversas formas de criação artística;

. Avaliar como tem sido desempenhado o papel de cada um nos trabalhos religiosos e as possibilidades de crescimento junto aos grupos de convivência;

. Promover análises sobre a importância do investimento na criatividade dos grupos pastorais e de convivência diária.

. Dar oportunidade de participação em oficinas de arte, utilizando materiais diversos, realizando exercícios teatrais e musicais.

. Levar para os grupos de origem propostas de produção artísticas que contribuam para o desenvolvimento da espiritualidade e dos trabalhos pastorais.

5.5. Carga horária: 10h

5.6. DINÂMICA DO PRIMEIRO CICLO  -Data: 23/06/2018

Autoestima, arte e espiritualidade: Reconhecendo-se sujeito capaz de vivenciar a espiritualidade através de expressões artísticas e de ações criativas e originais

Local: Recanto de Assis – centro de eventos e espiritualidade.
Rua Arnaldo Cathoud, 173, Bairro Braúnas (Pampulha) – BH – MG

7h30 – Chegada  Recepção

8h15 – Dinâmica: Autoestima, arte, espiritualidade no cotidiano dos projetos pastorais – Tema gerador / motivador (Luiz Itaborahy)

9h15 – Coffee break

9h30 –  Grupo 1- Oficina: Mãos criadoras e criativas: Transformando barro em arte com espiritualidade (Heliana Henriques)

Grupo 2-  Oficina: Jogos teatrais na espiritualidade – Contação de histórias e dramatização (Lua Gondi)

12h – Almoço

13h15 – Grupo 1- Oficina:Jogos teatrais na espiritualidade – Contação de histórias e dramatização (Lua Gondi)

Grupo 2- Oficina de arte: Mãos criativas – Transformando barro em arte com espiritualidade (Heliana Henriques)

15h45 – Coffee break

16h – Dinâmica: “Mito da caverna” – O que não vejo: embotamento X libertação – Tema gerador / motivador (Luiz Itaborahy)

17h – Grupos 1 e 2 – Oficina de música: arte que eleva o espírito a serviço do próximo. (Cida Chaves)

18h30 – Jantar

19h30 – Grupos 1 e 2 –Continuação: Oficina de música: arte que eleva o espírito a serviço do próximo. (Cida Chaves)

21h – Avaliação do evento

21h30 – Encerramento

  1. PROPOSTAS DE ENCONTROS E OFICINAS – SEGUNDO CICLO

6.2. Data: 15 de setembro 2018

6.2. Tema: Criação artística, manifestação espiritual e experiência de vida: sentindo o mundo de outras formas.

6.3. Público alvo: Religiosos, religiosas, padres, lideranças comunitárias, agentes de pastoral, catequistas, seminaristas e aspirantes à vida religiosa.

6.4. Objetivos específicos:

.Refletir sobre valores pessoais, artísticos e espirituaiscomo elementos que contribuem para melhoria da qualidade de vida.

.Refletir sobre os benefícios da espiritualidade e da arte na vida pessoal e na relação com os outros, seja no cotidiano ou em projetos religiosos.

. Reconhecer a possibilidade de desenvolver habilidades artísticas nas mais diversas áreas.

. Produzir trabalhos artísticos que possam servir de elementos motivadores para o crescimento espiritual de si mesmo e dos outros.

6.6. Carga horária: 10h

6.6. DINÂMICA DO SEGUNDO CICLO  – 15/09/2018

Tema: Criação artística, manifestação espiritual e experiência de vida: sentindo o mundo de outras formas.

Local: Recanto de Assis – centro de eventos e espiritualidade.
Rua Arnaldo Cathoud, 173, Bairro Braúnas (Pampulha) – BH – MG

7h30 – Chegada / Recepção

8h15 – Oficina: Musicoterapia e arteterapia – componentes que ampliam horizontes das pastorais (Cida Chaves)

9h30 – Coffee break

9h45 – Oficina: Musicoterapia e arteterapia – componentes que ampliam horizontes das pastorais (Cida Chaves)

12h – Almoço

13h30 – Dinâmica: Cultura e artenas manifestações espirituais – valorizando a história dos grupos e das pastorais. (Luiz Itaborahy)

15h – Coffee break

15h30 – Grupo 1: Oficina: Interpretação e elementos cênicos como apoio a projetos comunitários e pastorais. (Lua Gondi)

Grupo 2: Oficina: Mão na massa: arte transformando materiais e vidas. (Heliana Henriques)

18h – Jantar

19h – Grupo 2: Oficina: Mão na massa: arte transformando materiais e vidas. (Heliana Henriques)

Grupo 1: Oficina: Interpretação e elementos cênicos como apoio a projetos comunitários e pastorais. (Lua Gondi)

21h30 – Avaliação e reflexão de encerramento

 

  1. Considerações finais

“Era um dia comum e virou festa. A gente põe nas coisas as cores que tem por dentro”.

(Antônio Marcos Noronha)

Por meio da análise, da autoanálise, da crítica, da autocrítica e da reflexão justa e permanente sobre si, sobre o outro e sobre o grupo, esperamos contribuir para ampliar as potencialidades, valorizar as aptidões, desenvolver talentose promover novas referências para a vida e para a convivência. Aceitar limitações não deve significar acomodar-se nelas, mas fazer delas elemento transformador para um primeiro passo no sentido de superá-las com apoio do grupo, com confiança, esperança, criatividade e originalidade. A arte humaniza as relações e a espiritualidade nos aproxima do sagrado, fazendo-nos seres em busca de harmonia, solidariedade, amor e justiça. Traz a surpresa do novo, das descobertas individuais e coletivas, dos dons e dosvalores cada vez mais desconsiderados em nossa sociedade.

 

  1. Referências bibliográficas

ALMEIDA, Dalton Barros de.  A pastoral na Virada do Milênio. In: CALIMAN, Cleto (Org.) A sedução do sagrado: o fenômeno religioso na virada do milênio. 2ª Ed. Petrópolis: Vozes. 1999.

BOFF, Leonardo e LELOUP, Jean-Yves. Terapeutas do deserto: de Fílon de Alexandria e Francisco de Assis, a Graf Dürckheim. Org. Lise Mary Alves de Lima. Trad. Pierre Weil. Petrópolis: Vozes, 1997.

CUNHA, José Auri. Filosofia: iniciação à investigação filosófica. São Paulo: Atual, 1992.

GRÜN, Anselm& DUFNER, Meinrad. Espiritualidade a partir de si mesmo. Petrópolis: Vozes, 2004.

KÜNG, Hans. Conferência sobre o tema “O sentido da vida” pronunciado no Congresso de Radiooncologia em Baden-Baden, 18.11.1995. In: LUKAS, Elizabeth. Psicologia espiritual: fontes de uma vida plena de sentido. Trad. EdwinoRoyer. São Paulo:Paulus, 2002.

LELOUP, Jean-Yves. O evangelho de Tomé. Petrópolis: Vozes, 1997.

MIRANDA, Mário Lúcio de. Quem tem medo de ser rejeitado? Guia de sobrevivência à rejeição. CEAP: Belo Horizonte, 2001.

PASSOS, Mauro & NASCIMENTO, Mara Regina. A invenção das devoções: crenças e formas de expressão religiosa. O lutador: Belo Horizonte, 2013.

TOLLE, Eckhart. O poder do agora: um guia para a iluminação espiritual. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.